4 tendências de comunicação e sustentabilidade e como colocá-las em prática

 In Temas em comunicação

A comunicação organizacional acompanha as tendências e mudanças do mundo em que vivemos. É fundamental que essa prática esteja alinhada e sempre de acordo com os movimentos e avanços que tornam nossa vida diferente e transformam a maneira como pensamos, agimos e aceitamos alguns comportamentos.

Do ponto da sustentabilidade, conseguimos evoluir e chegar a uma época em que certas práticas e atitudes não são mais toleradas. As pessoas e as empresas mudaram e, agora, encaram suas responsabilidades e sua relação com o meio ambiente e à sociedade de uma forma diferente daquela que era aceitável há alguns anos.

A comunicação organizacional cumpre o papel de participar desse movimento de forma ativa, sendo capaz de identificar tendências e ameaças também nesse campo. O objetivo, afinal de contas, é fazer com que a organização não apenas participe, mas lidere essa revolução dos comportamentos e mudanças de paradigmas da nossa sociedade.

Entretanto, com a evolução constante e cada vez mais rápida de padrões, como identificar o que é tendência quando o assunto é comunicação e sustentabilidade? Qual é a melhor forma de colocar essa realidade em prática, não só junto ao seu público interno, mas também pensando na conexão entre empresa e parceiros? É o que nós vamos mostrar no post de hoje. Acompanhe!

1. Ter uma atuação realmente sustentável

Para garantir respeitabilidade e construir confiança nesse sentido, antes de mais nada, é preciso ter uma atuação realmente sustentável. A comunicação, claro, tem força para impulsionar certas mudanças de atitude nas pessoas e empresas. Internamente, esse deve ser o movimento: encarar a comunicação como aliada para a construção de uma cultura em favor da sustentabilidade de forma verdadeira.

Assim, a comunicação externa será uma consequência, um espelho das melhores práticas adotadas, de fato, pela companhia. Na área de sustentabilidade, como em qualquer outra, o que será divulgado precisa ter consistência e isso requer coerência entre o discurso e aquilo que é feito na prática.

2. Investir em relatórios de sustentabilidade

Existem várias iniciativas e estratégias para dar visibilidade qualificada à cultura da sustentabilidade de uma empresa. É importante ressaltar que, quanto mais madura é essa cultura, mais eficiente será sua apresentação aos stakeholders. Uma boa prática é investir na elaboração de Relatórios de Sustentabilidade, também conhecidos como Relatórios Anuais.

A Global Reporting Initiative (GRI), uma organização com sede em Amsterdã, na Holanda, é  um bom exemplo da evolução comportamental no universo das organizações. Essa instituição se dedica à disseminação de uma metodologia “universal” para que as empresas possam reportar e compartilhar suas práticas sustentáveis. O objetivo é mostrar de forma clara e transparente a evolução das metas e indicadores de desempenho da empresa não apenas na área ambiental, mas também em relação a aspectos sociais e econômicos.

Assim, a organização expõe os principais impactos positivos e negativos gerados por suas atividades e o trabalho feito para monitorá-los e controlá-los (no caso de impactos negativos). Com os relatórios em mãos, fica mais fácil destacar e potencializar aquelas práticas que trazem resultados positivos.

A metodologia GRI é a mais utilizada no mundo para elaboração desse tipo de relatório. A aceitação é tão grande que muita gente usa os termos Relatório de Sustentabilidade e Relatório GRI como  sinônimos. A GRI oferece uma ampla gama de indicadores que, se  corretamente utilizada, é extremamente rica, sendo capaz de proporcionar um salto na gestão da sustentabilidade da empresa.

3. Usar a criatividade para atingir o público

Quanto à forma que esse relatório de sustentabilidade assume, o que manda é a criatividade e os públicos que a empresa deseja alcançar. Há organizações que relatam seus dados por meio de:

  • hotsites exclusivos para reportar seu desempenho durante o ano;
  • brochuras impressas, que são mais tradicionais;
  • divulgações em capítulos como parte de alguma publicação que a empresa já possui;
  • produção de vídeos e infografias animadas também disponibilizadas em canais digitais.

Outras opções são:

  • versões completas e resumidas para aumentar o alcance das informações geradas;
  • divulgação das informações gravadas em pen drives com formatos sugestivos relacionados ao negócio ou a projetos da empresa;
  • o uso de tecnologias assistivas (versões audiodescritas, por exemplo) para que o relatório de sustentabilidade chegue a públicos cada vez mais diversificados.

Tudo isso precisa ser contextualizado com os avanços tecnológicos e das telecomunicações, que mudaram a forma como as pessoas se comunicam umas com as outras, consomem informações e bens culturais. A comunicação organizacional também acompanha essa tendência e se vale desses novos canais e dessa nova linguagem para divulgar informações e conversar com os seus públicos de interesse.

4. Ir além do “sou verde”

Muitas empresas têm medo de informar suas ações e estratégias sustentáveis com medo de serem acusadas de “oportunistas” ou por receio de parecer que “não fazem o suficiente”. Se a instituição realmente pratica aquilo que ela relata, se faz opção pela transparência e goza de um mínimo de credibilidade, não tem motivo para temer qualquer tipo de cobrança. Além disso, é preciso deixar claro que ser sustentável é muito mais do que “ser verde”.

A sustentabilidade não se restringe à vertente ambiental, ela também diz respeito às dimensões social e econômica de qualquer negócio. É importante lembrar ainda que esse é um processo que deve estar sempre em evolução. Quem acha que não faz o suficiente hoje precisa assumir essa condição e traçar um caminho para melhorar seu desempenho.

É importante estabelecer metas, que devem ser acompanhadas e reportadas periodicamente, com clareza e transparência, para as suas partes interessadas. Entendidas como o público afetado ou que afeta o desempenho da organização, essas partes interessadas podem ser acionistas, empregados, comunidades vizinhas, governo, fornecedores, órgãos ambientais, dependendo da atividade da empresa, e por aí vai.

A sustentabilidade é um processo e um caminho (sem volta) a ser seguido. Com certeza, o que é feito hoje vai ser aprimorado no curto prazo, com o objetivo sempre de superação e de melhoria, em médio e longo prazos.

Nossas dicas ajudaram você a entender mais e ficar por dentro das tendências que envolvem comunicação e sustentabilidade? Não deixe de assinar nossa newsletter para se manter atualizado sobre as melhores práticas e vertentes da comunicação organizacional!

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